O comentário de Antônio Cabreira destaca a disparidade tributária entre o Brasil e a Argentina no setor vitivinícola. Enquanto o país vizinho aplica uma taxa reduzida e incentiva a produção como geração de riqueza, o governo brasileiro impõe uma carga que chega a ser o dobro da argentina.

Essa estrutura fiscal sufoca o produtor nacional, tornando o vinho brasileiro menos competitivo frente aos importados. Além disso, existe a preocupação de que a reforma tributária eleve ainda mais esses custos, agravando a situação.

Para Cabreira, o excesso de impostos reflete uma visão do Estado que prioriza a arrecadação desenfreada em detrimento do desenvolvimento industrial. Assim, a forte presença de rótulos estrangeiros no mercado local é apresentada como uma consequência direta dessa política fiscal punitiva.